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Polícia

PMs revistam crianças ao sair da escola na Favela de Paraisópolis

PorAlfredo HenriqueVerificadoOrtografia IAPublicado Há 59 min
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PMs revistam crianças ao sair da escola na Favela de Paraisópolis
Fatos Rápidos da Notícia
  • Moradores da Favela de Paraisópolis denunciam que policiais militares revistaram crianças durante uma operação de combate ao crime organizado deflagrada na manhã de sexta-feira (25/9) na zona sul paulistana
  • A operação mobilizou 174 policiais, 61 viaturas, 16 cães, drone e helicóptero, conforme informado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP)
  • A ação está sendo apurada pela SSP e pode gerar repercussão jurídica e social, com denúncias de violação a direitos humanos e exigência de investigação independente
Resumo Editorial

A operação policial que revistou crianças durante o trânsito escolar em Paraisópolis, com 174 agentes mobilizados, gerou críticas por violação ao Estatuto da Criança e desencadeou ação da Comissão de Direitos Humanos da O AB-SP.

Na manhã de sexta-feira, 25 de setembro, uma operação militar coordenada pelo 16º Batalhão da Polícia Militar da Zona Sul paulistana, mobilizando 174 agentes, 61 viaturas, 16 cães de combate, drone e helicóptero, realizou revista a moradores da Favela de Paraisópolis enquanto a maioria das peruas escolares aguardava no entorno da comunidade.

Apuração das Denúncias e Caracterização da O peração

A denúncia inicial foi formalizada por moradores e monitora de transporte escolar que relataram que crianças eram revistadas durante o trajeto até as escolas, com ordem para abrir mochilas e inspeção corporal, mesmo em veículos já em movimento ou parados na via pública; a SSP confirmou estar apurando os relatos e destacou que a ação ocorreu entre as 6h e 9h no âmbito da O peração Paraisópolis, focada no desmantelamento de organizações criminosas vinculadas ao tráfico.

Contexto histórico revela que Paraisópolis já havia sido palco de operações policiais recentes, incluindo o júri de PMs pela morte de nove jovens em baile funk em julho e ações anteriores com drones e helicópteros, conforme registros da SSP que documentam o uso ostensivo de equipamentos de monitoramento em operações de segurança em áreas periféricas.

Ponto de Destaque

Mais de 174 policiais participaram da operação que revistou crianças durante o trânsito escolar em Paraisópolis, levantando acusações de violação a direitos fundamentais

Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) declarou, por meio de nota oficial, que a operação foi planejada com base em inteligência operacional e que todas as medidas obedeciam a protocolos legais, reforçando que as revistas foram realizadas com foco no combate ao crime organizado e não com intenção discriminatória.

Entretanto, a Comissão de Direitos Humanos da O AB-SP já acionou o Ministério Público para solicitar apuração independente sobre supostas violações ao Estatuto da Criança e ao princípio da dignidade humana, enquanto a Defensoria Pública indicou possibilidade de ação civil pública por danos coletivos decorrentes do episódio.

Atenção / Ponto Crítico
A SSP deve apresentar laudo técnico detalhado das ações realizadas até o dia 30 de setembro para evitar abertura formal de inquérito policial por violação a direitos humanos

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