Na manhã de sexta-feira, 25 de setembro, uma operação militar coordenada pelo 16º Batalhão da Polícia Militar da Zona Sul paulistana, mobilizando 174 agentes, 61 viaturas, 16 cães de combate, drone e helicóptero, realizou revista a moradores da Favela de Paraisópolis enquanto a maioria das peruas escolares aguardava no entorno da comunidade.
Apuração das Denúncias e Caracterização da O peração
A denúncia inicial foi formalizada por moradores e monitora de transporte escolar que relataram que crianças eram revistadas durante o trajeto até as escolas, com ordem para abrir mochilas e inspeção corporal, mesmo em veículos já em movimento ou parados na via pública; a SSP confirmou estar apurando os relatos e destacou que a ação ocorreu entre as 6h e 9h no âmbito da O peração Paraisópolis, focada no desmantelamento de organizações criminosas vinculadas ao tráfico.
Contexto histórico revela que Paraisópolis já havia sido palco de operações policiais recentes, incluindo o júri de PMs pela morte de nove jovens em baile funk em julho e ações anteriores com drones e helicópteros, conforme registros da SSP que documentam o uso ostensivo de equipamentos de monitoramento em operações de segurança em áreas periféricas.
Mais de 174 policiais participaram da operação que revistou crianças durante o trânsito escolar em Paraisópolis, levantando acusações de violação a direitos fundamentais
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) declarou, por meio de nota oficial, que a operação foi planejada com base em inteligência operacional e que todas as medidas obedeciam a protocolos legais, reforçando que as revistas foram realizadas com foco no combate ao crime organizado e não com intenção discriminatória.
Entretanto, a Comissão de Direitos Humanos da O AB-SP já acionou o Ministério Público para solicitar apuração independente sobre supostas violações ao Estatuto da Criança e ao princípio da dignidade humana, enquanto a Defensoria Pública indicou possibilidade de ação civil pública por danos coletivos decorrentes do episódio.



