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Alvo da PF, Willer Tomaz processa petista por chamá-lo de ladrão de mansão

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 18:52
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Alvo da PF, Willer Tomaz processa petista por chamá-lo de ladrão de mansão
Fatos Rápidos da Notícia
  • Alvo da PF, o advogado Willer Tomaz protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) por declarações sobre o imóvel em Angra dos Reis (RJ) associado ao jogador Richarlison. Na petição, protocolada em 22 de outubro, o advogado acusa o parlamentar de calúnia, difamação e injúria.
  • Em publicações nas redes sociais, Correia associou Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro à suposta apropriação do imóvel. Em uma publicação de 21 de outubro, o deputado escreveu: “Um ladrão de mansão não pode ser presidente do Brasil!”.
  • Tomaz afirma que o parlamentar lhe atribuiu a prática de crimes e prejudicou sua reputação profissional. Segundo o advogado, Correia já havia recebido uma resposta da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) antes de publicar as primeiras acusações, em agosto.
Resumo Editorial

Alvo da PF, o advogado Willer Tomaz protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) por declarações sobre o imóvel em Angra dos Reis (RJ) associado ao jogador Richarlison. Na petição, protocolada em 22 de outubro, o advogado acusa o parlamentar de calúnia, difamação e injúria.

Alvo da PF, o advogado Willer Tomaz protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) por declarações sobre o imóvel em Angra dos Reis (RJ) associado ao jogador Richarlison. Na petição, protocolada em 22 de outubro, o advogado acusa o parlamentar de calúnia, difamação e injúria.

Em publicações nas redes sociais, Correia associou Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro à suposta apropriação do imóvel. Em uma publicação de 21 de outubro, o deputado escreveu: “Um ladrão de mansão não pode ser presidente do Brasil!”.

Tomaz afirma que o parlamentar lhe atribuiu a prática de crimes e prejudicou sua reputação profissional. Segundo o advogado, Correia já havia recebido uma resposta da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) antes de publicar as primeiras acusações, em agosto.

Na queixa-crime, Tomaz reproduz um trecho da resposta da SPU segundo o qual “não foi identificada nenhuma irregularidade” nas transferências relacionadas ao imóvel. O advogado sustenta que sua empresa adquiriu os direitos de ocupação e as benfeitorias em julho de 2022, por escritura pública, após autorização do órgão e pagamento de laudêmio.

Tomaz também cita decisões judiciais relacionadas à aquisição e informa que um inquérito instaurado para apurar suspeita de estelionato envolvendo o negócio foi arquivado a pedido do Ministério Público, por decisão da Justiça. O advogado apresenta esses elementos como argumentos para contestar as declarações do deputado.

O advogado pede que o STF condene Correia pelos crimes apontados e fixe um valor mínimo de indenização pelos danos alegados. Também solicita o envio de cópias à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e ao Conselho de Ética da Casa para que avaliem os fatos em suas respectivas atribuições.

Willer e Flávio Bolsonaro sob a mira de Moraes

Willer Tomaz é amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois são investigados em uma apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas esportivas e plataformas de pagamento. Flávio nega manter relações comerciais com o advogado e afirma que a relação entre eles é pessoal.

Na sexta-feira (23/10), o ministro Alexandre de Moraes (STF) determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens de Tomaz, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, a suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de suas empresas.

As medidas foram adotadas após a Polícia Federal identificar que o advogado havia viajado para Miami, nos Estados Unidos, depois de ser alvo de busca e apreensão, em agosto, na Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos em benefícios do INSS.

Na segunda-feira (26/10), Moraes também proibiu o contato entre Tomaz e Flávio Bolsonaro. Nesta terça-feira (27/10), o senador viajou para os Estados Unidos com a mulher e as duas filhas, apesar de uma determinação judicial para entregar seus passaportes à Polícia Federal.

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