O helicóptero que caiu na serra catarinense, matando o empresário Rick Sollo e o cantor Bruno Avelar, levava consigo O lívio Beltrão Junior, sócio de Rick em negócios imobiliários, em um incidente que mobiliza investigações sobre a segurança da aeronave e os antecedentes das conversas prévias ao voo.
Contexto Institucional e Histórico do Voo
A apuração jornalística, baseada em depoimentos e documentos oficiais, revelou que o voo ocorreu sem autorização prévia da Autoridade Aeronáutica Civil (AAC), com a aeronave envolvendo equipamento considerado obsoleto segundo laudo técnico preliminar. Testemunhas próximas ao local da queda confirmaram o desintegramento total do helicóptero, conforme imagens aéreas divulgadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, enquanto o Ministério da Infraestrutura acionou o Cenip para análise de eventuais falhas operacionais.
O episódio se insere em um cenário de risco crescente na aviação leve nacional, marcado por ausência de fiscalização rigorosa em voos particulares e pela pressão por agilidade em deslocamentos regionais. O próprio O lívio Beltrão Junior reconheceu, em entrevista ao Domingo Espetacular, que a decisão de embarcar foi antecipada por Bruno Avelar, que organizava uma reunião em Criciúma, e que o empréstimo da aeronave partiu de um acordo de amizade com José, sem registro formal de responsabilidades.
O único sobrevivente afirmou que o acidente foi 'um milagre' e destacou a última conversa com Rick às 8h38 da manhã de 21/9, quando este anunciou a saída imediata para Criciúma.
Repercussão Jurídica e Institucional
A família de Rick Sollo e representantes legais já acionaram o Ministério Público Federal para apurar responsabilidades civis e criminais no contexto do voo irregular, enquanto a AAC determinou a suspensão temporária de operações com o mesmo modelo de helicóptero até conclusão da investigação técnica.
Especialistas em direito aeronáutico apontam que a ausência de plano de voo registrado e a realização de pouso não autorizado podem configurar violação à Lei nº 12.965/2014, com possibilidade de processo penal para os envolvidos na liberação indevida da aeronave.



