No âmbito da Justiça alagoana, um professor de matemática, com 45 anos, foi sentenciado a sete anos e três meses de reclusão por praticar injúria racial contra um aluno negro de 13 anos ao compará-lo a um chimpanzé durante aula, fato que também configurou corrupção de menores após envolvimento de demais estudantes.
Apuração e Condenação Judicial
A decisão, divulgada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) em 2 de setembro, consolidou responsabilidade criminal do docente, que abusou de sua posição hierárquica ao desumanizar o adolescente em ambiente escolar, fato que gerou profunda comoção e resistência da vítima em retornar às aulas.
Conforme apuração, o professor proferiu a expressão ofensiva na presença de colegas do aluno, transformando o episódio em situação de constrangimento coletivo, com participação ativa de outros estudantes que reproduziram a piada racista, configurando crime contra a dignidade humana e a proteção integral à infância.
O professor recebeu condenação de sete anos e três meses de prisão por transformar sala de aula em palco de racismo institucional contra um adolescente negro.
Repercussão e Consequências Institucionais
O Colégio Fantástico, instituição localizada em Maceió onde ocorreu o fato, comunicou imediatamente a demissão do professor e seu afastamento definitivo da atividade pedagógica, reforçando repúdio ao racismo e adoção imediata das medidas disciplinares previstas em seu regimento interno.
Especialistas em direitos humanos apontam que o caso evidencia necessidade urgente de políticas efetivas contra preconceito escolar e reforço na formação continuada de docentes para enfrentamento do racismo estrutural no âmbito educacional.



