Na quarta-feira (2/9), a O peração Sacrilegium deflagrou 20 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado por transitar de São Paulo a Mato Grosso para furtar apartamentos de luxo em Cuiabá, com cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de internação de adolescente, três de quebra de sigilo bancário e três de bloqueio de valores que ultrapõem R$ 300 mil.
Contexto Institucional e Histórico da Investigação
As investigações da Polícia Federal revelaram que o Grupo Criminal, ligado ao braço armado do Comando Vermelho conhecido como "Equipe Astro", operava com divisão hierárquica e logística apurada: um integrante adentrava o condomínio se fazendo morador, outro verificava a presença da vítima nas áreas não captadas pelas câmeras de segurança, enquanto os demais providenciavam apoio logístico e controle do veículo empregado nas deslocamentos entre os estados.
O primeiro delito apurado ocorreu em 13 de abril de 2025, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá, onde os suspeitos arrombaram a porta da cozinha do apartamento, subtraindo joias, ouro, pérolas, pedras preciosas e moedas nacionais e estrangeiras, com prejuízo inicial estimado em aproximadamente R$ 300 mil; o segundo caso investigado foi registrado em 19 de setembro de 2025, também na capital mato-grossense, resultando na apreensão do veículo e dos aparelhos celulares utilizados pelos autores.
O prejuízo da primeira apreensão foi estimado em aproximadamente R$ 300 mil, evidenciando a magnitude dos furtos planejados.
Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas
A Polícia Federal afastou um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sob acusação de fraudes nas perícias médicas, demonstrando a extensão das redes criminosas que infiltram órgãos públicos; as autoridades destacaram que os bloqueios patrimoniais decretados serão mantidos à disposição da Justiça para garantir a reparação integral aos vittimários.
O s próximos passos incluem a formalização das prisões preventivas, a continuidade das investigações sobre a origem dos recursos bloqueados e o fortalecimento das medidas de segurança nos condomínios alvo, com ênfase na cooperação inter‑estatal para impedir a recorrência dos atos.



