Empate Técnico no Senado Paranaense
A pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 29 de setembro, aponta um empate técnico entre cinco candidatos ao Senado Federal no Paraná, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento, baseado em entrevistas com 1.600 eleitores entre 24 e 28 de setembro e registrado no TSE sob o código PR-04181/2026, indica que Deltan Dallagnol (Novo) lidera com 19% das intenções de voto, enquanto Alexandre Curi (Republicanos), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT) e Cristina Graeml (PSD) aparecem com intenções entre 15% e 18%. O empate técnico entre os cinco principais candidatos reflete a competitividade acirrada da disputa e a volatilidade do cenário eleitoral no estado.
Conforme os dados apurados, a diferença percentual entre os candidatos mais votados não ultrapassa o limite de variação da amostra, reforçando a indecisão do eleitorado. A pesquisa destaca que temas como economia e combate à corrupção têm grande peso na decisão dos eleitores evangélicos, que representam um bloco significativo no Paraná. Esse perfil de voto se manifesta especialmente na preferência por candidatos com trajetória técnica ou ligados a movimentos anticorrupção, como Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato.
Cenário Estadual e Contexto Eleitoral
Além do Senado, outros pleitos no Paraná também mostram disputas acirradas. Pesquisa do Paraná Pesquisas, publicada em setembro, indica que Furlan (MDB) lidera com 54% das intenções para o governo estadual, enquanto Randolfe Rodrigues (Rede) e Barreto (Pode) empatam tecnicamente em segundo lugar. O utra sondagem recente aponta que o senador Sergio Moro (PL) mantém 36% de intenção para governador em primeiro turno, seguido por Sandro Alex (PSD) com 28% e Requião Filho (PDT) com 23%. Esses números revelam um cenário político dinâmico, no qual a proximidade das eleições pressiona os candidatos a ajustarem suas estratégias perante eleitores indecisos.
Implicações para as Eleições
O empate técnico no Senado paranaense evidencia a necessidade de atenção redobrada por parte dos candidatos e das legendas, já que pequenos desvios podem definir o resultado final. A margem de erro de dois pontos percentuais implica que as vantagens aparentes entre os postulantes são estatisticamente insignificantes, tornando a mobilização de bases e a captação de eleitores independentes decisivas. Com menos de um mês para o primeiro turno, a campanha ganha ritmo acelerado, e a definição de prioridades regionais — como segurança pública, desenvolvimento econômico e transparência institucional — pode ser o fator determinante para o desempate.
O resultado da pesquisa reforça a importância da região do Paraná como um dos principais laboratórios eleitorais do país.



