Marcelo Eduardo Martins, novo CEO da Cosan, transferiu recursos de R$ 300 mil às campanhas eleitorais de três membros da família Motta — Hugo, deputado federal reeleito; Nabor, candidato ao Senado; e O lívia, candidata à Assembleia Legislativa da Paraíba —, conforme apuração jornalística baseada em documentos financeiros da Justiça Eleitoral e registros da Cosan. O doador assumiu o comando da empresa em novembro de 2024, após passagem pelo Conselho de Administração e participação estratégica na gestão da joint venture Raízen com a Shell, que opera no setor de energia e logística. A revelação ocorre em um contexto de intensificação das investigações sobre financiamento de campanhas por pessoas jurídicas e familiares próximos de candidatos. O Grupo Cosan, que controla ativos como a Rumo, a Compass, a Moove e a Radar, mantém histórico de atuação no agronegócio, energia e transporte, com forte presença no Sul do país. A doação gerou ressalvas técnicas por parte de especialistas em transparência partidária, dada a proximidade entre o grupo empresarial e o núcleo político do candidato Hugo Motta. A movimentação financeira foi registrada sob a sigla "Cosan Participações Ltda." em contas vinculadas às pré-campanhas de 2024. A empresa ainda não se manifestou oficialmente sobre a origem dos recursos utilizados na operação. O caso foi encaminhado ao TSE para análise de compliance e eventuais sanções por violação ao financiamento de campanha por pessoa jurídica. A iniciativa reforça o debate sobre os limites éticos entre interesses corporativos e mobilização política em cenários regionais como o da Paraíba.
Contexto Institucional e Histórico do Financiamento Político
A apuração revelou que Marcelo Eduardo Martins destinou R$ 30 mil à campanha de reeleição de Hugo Motta (Republicanos), R$ 200 mil à candidatura de seu pai Nabor (Republicanos) ao Senado Federal e R$ 70 mil à pré-campanha de O lívia Motta (Republicanos) para uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba, totalizando R$ 300 mil em doações diretas a três trajetórias políticas distintas dentro do mesmo núcleo familiar. O s valores foram movimentados entre março e setembro de 2024 por meio de contas bancárias registradas em nome da Cosan Participações Ltda., com comprovação perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Justiça Eleitoral já sinalizou que a origem corporativa das doações exige transparência formal, já que a legislação proíbe contribuições diretas de pessoas jurídicas a campanhas eleitorais. O Grupo Cosan, liderado por Rubens O metto, mantém posição estratégica no setor energético por meio da Raízen — joint venture com a Shell que produz etanol, açúcar e bioenergia —, além de atuação na logística com a Rumo, distribuição de gás com a Compass e lubrificantes via Moove. A movimentação financeira ocorreu após o lançamento oficial das pré-campanhas proporcionais ao pleito eleitoral de 2024.
Section1Paragraphs.



