No dia 25 de setembro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, por meio de Medida Provisória, a proibição total das apostas esportivas e dos cassinos online no Brasil, medida que entrará em vigor em 6 de outubro, suspendendo imediatamente as atividades das plataformas digitais e gerando impacto imediato em contratos de patrocínio com clubes da Série A e B.
Contexto Institucional e Antecedentes da Medida Provisória
A decisão presidencial, formalizada com força de lei após publicação no Diário O ficial da União, surge em resposta à pressão por regulamentação do mercado de jogos e ao objetivo de combater vícios associados à prática de apostas esportivas, conforme evidenciado por estudos do Ministério da Saúde e pela trajetória de crescimento exponencial do setor nos últimos anos.
A análise dos contratos vigentes revela que 14 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro dependem diretamente de patrocínios de casas de apostas, com investimentos que ultrapassaram R$ 1,14 bilhão em 2025, representando 7,9% das receitas totais dos clubes e cerca de 34% do montante aplicado em marketing, segundo dados da consultoria Sports Value.
A proibição das apostas esportivas pode fazer o futebol brasileiro perder cerca de R$ 2,5 bilhões em receitas no próximo ano.
Repercussão Jurídica e Econômica dos Clubes
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista 'Bap', alertou que a medida pode comprometer estruturas essenciais do clube, incluindo centros de treinamento e projetos sociais, ao reduzir drasticamente as receitas provenientes dos contratos com operadoras como Betano.
Especialistas apontam que a rescisão imediata dos acordos poderá gerar prejuízos ainda maiores, já que os clubes já haviam planejado investimentos para 2026 com base nos valores previstos das casas de apostas.



