O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou, em 24 de setembro, que Antonio Carlos Freixo Júnior, proprietário da administradora Grupo Entre Investimentos e Participações, teria recebido recursos de origem do crime organizado e do Banco Master para fins de lavagem de dinheiro e corrupção institucional, numa operação coordenada pela Receita Federal e Polícia Federal durante a terceira fase da O peração Crédito O culto.
Contexto Institucional e Evidências Apuradas
A investigação da Receita Federal identificou movimentação superior a R$ 11,6 bilhões em estruturas financeiras vinculadas ao Grupo Entre, que operava por meio de múltiplas camadas societárias e fundos offshore para fins de blindagem patrimonial e dissimulação de origem ilícita dos recursos.
Segundo laudo da Polícia Federal, o empresário recebeu R$ 61 milhões do Banco Master, por intermédio de seu sócio Daniel Vorcaro, destinados à produção da cinebiografia Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, com repasses intermediados pelo Havengate Development Fund LP e pela Go Up Entertainment, empresa ligada ao círculo próximo ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Mais de R$ 11,6 bilhões movimentados em estruturas financeiras investigadas na O peração Crédito O culto
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O ministro Durigan destacou que o Grupo Entre funcionava como 'entidade-chave' na lavanderia financeira nacional para as distribuidoras de combustíveis, atuando como canal para a mistura de recursos do crime organizado com recursos bancários autorizados.
A Procuradoria-Geral da República confirmou o fechamento do termo de colaboração com Antonio Carlos Freixo Júnior, enquanto o STF recebeu notificação da Prefeitura de São Paulo acerca de contratos de internet com O NGs vinculadas ao grupo empresarial.



