A Justiça de São Paulo determinou o afastamento cautelar de dois servidores do Itanhaém Prev durante a Operação Buraco Negro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta sexta-feira (6/11). A investigação apura um esquema que teria desviado cerca de R$ 25 milhões da previdência social da cidade no litoral sul paulista.
Além do afastamento, a Justiça proibiu que os investigados deixem o país e determinou o bloqueio de bens e valores até o limite do prejuízo estimado. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Itanhaém, inclusive na sede do instituto.
Segundo a promotoria, os desvios ocorreram entre 2023 e 2026. A investigação aponta que os recursos teriam sido transferidos para contas de pessoas sem vínculo com o instituto e, em seguida, repassados em sua maior parte a servidores do próprio Itanhaém Prev.
A operação contou com o apoio da Polícia Militar (PM) e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). O Metrópoles procurou a Prefeitura de Itanhaém a respeito da operação, mas não obteve retorno até o momento desta publicação.



