O mês de outubro de 2026 foi o segundo mais chuvoso na cidade de São Paulo desde que o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) começou a coletar dados, em 1995. A precipitação acumulada na capital paulista atingiu 220,3 milímetros ao longo dos 31 dias, enquanto a média esperada para o período era de 112 milímetros.
Apenas outubro de 2023 apresentou um volume maior, com 250,4 milímetros. O órgão, vinculado à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), apontou que o fenômeno El Niño foi o principal responsável pela elevação das chuvas nos últimos meses. O CGE registrou ainda que houve 26 dias molhados no mês, sendo que em sete deles a precipitação foi inferior a um milímetro.
Entre os episódios mais intensos, os dias 16, 24 e 25 tiveram volumes acima da média mensal prevista, com destaque para o dia 25, que foi o mais chuvoso do período com 37 milímetros. O meteorologista Michael Pantera, do CGE, afirmou que janeiro, junho e agosto de 2026 também encerraram com volumes acima da média, rompendo um padrão de precipitações abaixo do esperado que vinha se repetindo desde o primeiro semestre.
Os impactos das fortes chuvas já foram sentidos na capital. Segundo a Defesa Civil, uma pessoa morreu em 14 de outubro devido a um desabamento provocado pelas chuvas, e outras duas pessoas perderam a vida em um deslizamento registrado em 2 de novembro. Diante da previsão de temporais para novembro, a defesa Civil acionou o gabinete de crises.



