Durante entrevista ao Flow Podcast na quinta-feira (1º/10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, 'deve uma explicação à sociedade brasileira' acerca de sua ligação com o caso do Banco Master, enquanto investigações da Polícia Federal apuram supostas irregularidades envolvendo um contrato de R$ 131 milhões firmado entre a instituição financeira e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, cônjuge do magistrado.
Contexto Institucional e Apuração Preliminar
A apuração realizada pela Polícia Federal sobre os metadados do contrato revelou que Alexandre de Moraes consta como responsável por uma das versões da minuta do documento, gerando questionamento acerca da legitimidade da operação, já que o valor totaliza 131 milhões de reais e envolve o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, cuja associação com o ministro configere vínculo familiar direto com o magistrado do STF.
Antecedentes indicam que o caso se insere no âmbito das investigações conduzidas contra Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, e pessoas próximas ao empresário, com a Polícia Federal identificando indícios de possível influência indevida no processo decisório do ministro em favor da instituição financeira.
Um contrato de 131 milhões de reais foi firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, cônjuge do ministro Alexandre de Moraes.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A defesa do ministro contesta as acusações ao afirmar que consultou o então ministro para verificar impedimentos legais na contratação, mantendo que não houve irregularidade no processo e que as alegações carecem de fundamento técnico, enquanto Alexandre de Moraes negou categoricamente receber mensagens relacionadas ao caso e rotulou como 'ilação mentirosa' a interpretação de que teria agido a favor do banqueiro durante decisões judiciais.
Especialistas em direito administrativo apontam que eventuais desvios no contrato poderiam acarretar responsabilização civil e criminal para os envolvidos, inclusive para o próprio ministro, dependendo da comprovação de abuso de poder ou conflito de interesses.



