No âmbito da conturbada circulação de conteúdos manipulados nas redes digitais, o ex-atacante Romário rebateu, neste domingo (27/9), as alegações de que teria proferido declarações falsas sobre o presidente Lula e a torcida do Flamengo, as quais teriam sido inseridas em um vídeo deepfake atribuído a seu nome e imagem.
Contexto Institucional e Histórico da Manipulação Audiovisual
A apuração jornalística constatou que o vídeo em questão, amplamente compartilhado em plataformas digitais, apresenta a voz e a imagem do ex-jogador, porém com conteúdo inteiramente descontextualizado e inverídico, consistindo em declarações supostamente proferidas por Romário sobre ações do presidente Lula durante discursos políticos relacionados ao Flamengo e ao universo das apostas esportivas.
Antecedentes revelam que esta não é a primeira ocorrência de deepfakes envolvendo personalidades públicas no Brasil; anteriormente, a voz de Romário foi utilizada para atribuir posturas políticas falsas a senadores e figuras do Judiciário, demonstrando uma tendência crescente de adulteração audiovisual com fins misinformativos.
O ex-jogador negou categoricamente ter gravado ou proferido qualquer das declarações falsificadas no conteúdo manipulado.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Contenção
A assessoria do senador envolvido confirmou oficialmente que o material foi produzido mediante utilização de inteligência artificial para simular a voz de Romário, atribuindo ao parlamentar falas jamais dita por ele, configurando crime de difamação e violação à honra com potencial agravante tecnológica.
A Justiça Federal determinou que a CazéTV, responsável pela divulgação indevida do conteúdo, entregue os valores recebidos por transações efetuadas em sua plataforma e comprovantes bancários que atestem o pagamento ao ex-atacante Romário, sob pena de multa coercitiva.



