O ministro relator do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, atendeu a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, e retirou o sigilo parcial do Caso Master, confirmando formalmente que Flávio Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é alvo de investigação desde julho por intermediar o repasse de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro à produtora Dark Horse, ligada ao financiamento privado do filme que retrata a vida de Jair Bolsonaro.
Contexto Institucional e Apuração da Investigação
A apuração conduzida pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal revelou que o repasse de recursos ocorreu por meio de um fundo nos Estados Unidos, gerido por um aliado próximo de Eduardo Bolsonaro, e que o valor total solicitado por Flávio Bolsonaro ultrapassou R$ 130 milhões, conforme evidências obtidas pelo Intercept Brasil em maio.
O deputado Mario Frias (PL-SP), um dos idealizadores do projeto Dark Horse, reiterou em declaração pública que o financiamento é estritamente privado e que não há indícios de prática criminosa, argumentando que a mera existência de repasse não configura crime sem a comprovação de quid pro quo ou benefício público indevido.
Flávio Bolsonaro intermediou repasse de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para a Dark Horse em julho, conforme confirma investigação formal no STF
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A decisão do ministro relator André Mendonça, tomada a solicitação de Edson Fachin, permite o acesso a documentos sigilosos e intensifica o escrutínio sobre os canais utilizados para o movimento de recursos, enquanto o Ministério Público Federal mantém postura de rigor na análise das comunicações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
Mario Frias defendeu publicamente a legitimidade do patrocínio privado, alegando ausência de 'promessa de ato de ofício' ou 'benefício oferecido em troca', e classificou a investigação como tentativa de desgastar a imagem do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro durante período eleitoral acirrado.



