A Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário dos EUA (NHTSA) instaurou nesta sexta-feira, 4 de abril, uma investigação formal para apurar se 1.000 unidades do Cybercab da Tesla, modelo totalmente autônomo, obtiveram certificação conforme as normas federais de segurança veicular, após o início da comercialização gradual do veículo em Austin, Texas, na quinta-feira (3).
Contexto Regulatório e Antecedentes Técnicos da Certificação
A NHTSA declarou que o Cybercab dispensa controles manuais convencionais, como volante, pedais de freio e acelerador, o que caracteriza um veículo de nível elevado de autonomia (Level 4 ou 5), e está analisando se a Tesla comprovou que sua estrutura técnica atende aos requisitos estabelecidos no Federal Motor Vehicle Safety Standard (FMVSS), especialmente em relação à ausência de dispositivos de controle humano obrigatório.
A investigação foi desencadeada após a Tesla iniciar a implantação comercial limitada do Cybercab em Austin — com apenas 45 unidades registradas entre os 420 veículos autônomos licenciados no Texas até a manhã da sexta-feira — e visa confirmar se os procedimentos adotados pela montadora para homologação respeitam as exigências de segurança impostas pelo Departamento de Transporte dos EUA.
A NHTSA investiga certificação de 1.000 Cybercabs da Tesla após implantação restrita no Texas e análise da conformidade com normas federais de segurança.
Repercussão Institucional e Caminhos para a Regularização
A NHTSA destacou que não tem autoridade para impedir a circulação dos veículos, mas pode suspender ou negar a validade da certificação caso sejam identificadas irregularidades nos processos técnicos ou documentais apresentados pela Tesla, o que poderia impactar a autorização para expansão do serviço em outros estados.
Especialistas em direito administrativo e tecnologia automotiva apontam que a decisão da agência pode servir de referência para futuros pedidos de isenção de controles humanos em veículos autônomos, especialmente após o precedente estabelecido pela aprovação do robotáxi da Zoox, da Amazon, em julho.



