O volume armazenado no Sistema Cantareira registrou acréscimo de 58,1 bilhões de litros entre 1º e 15 de setembro, saltando de 325,5 para 383,6 bilhões de litros, enquanto São Paulo vive o setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos, com 253,8 milímetros de precipitação na Zona Norte da capital até as 9h de segunda-feira (14), condição que impulsionou uma recuperação significativa do nível de reservatório após período crítico desde a crise hídrica de 2015.
Contexto Hidrometeorológico e Impacto na Captação
A análise dos dados do INMET e do Portal dos Mananciais da Sabesp confirma que a precipitação acumulada na Zona Norte paulista atinge três vezes a média climatológica mensal, com 253,8 milímetros registrados até as 9h do dia 14, fato que repercutiu diretamente sobre o ganho de 58,1 bilhões de litros no volume útil do Cantareira, elevando sua capacidade útil de 33,14% para 39,06% no período entre 1º e 15 de setembro.
O cenário reflete uma reversão de tendência iniciada já em junho e julho, conforme apontado pelo CGE, com chuvas acima das projeções meteorológicas que compensaram déficits acumulados desde o início do ano, reavaliando a situação crítica vivida em 2024 quando o nível do reservatório chegou ao pior índice desde a crise hídrica de 2015.
O Sistema Cantareira registrou aumento de 58,1 bilhões de litros no volume armazenado entre 1º e 15 de setembro, passando de 325,5 para 383,6 bilhões de litros
Repercussão Institucional e Estratégias de Gestão Hídrica
A Sabesp e o Governo de São Paulo destacam que a ampliação do nível útil do Cantareira permite maior segurança hídrica para a capital e região metropolitana, reduzindo pressões sobre abastecimento em um contexto ainda sensível à variabilidade climática.
Com a melhora observada desde junho, o Executivo Paulista decidiu encurtar o período da 'Gestão de Demanda Noturna' de oito para seis horas diárias (de 22h às 6h), mantendo a redução da pressão da água durante esse intervalo como medida complementar à nova configuração horária.
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