O Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada da Fenaprevi, em sua 12ª edição, evidenciou um cenário de crescente vulnerabilidade do sistema previdenciário brasileiro diante do envelhecimento acelerado da população e da dependência excessiva do INSS por parte dos cidadãos que ainda iniciam suas trajetórias profissionais.
Diagnóstico Epidemiológico e Desafios Demográficos
A 12ª edição do Fórum Nacional de Seguro de Vida e Previdência Privada da Fenaprevi revelou que 40% dos domicílios brasileiros contam com a presença de idosos, sendo que 34% desses idosos demandam cuidados permanentes, número que configura um peso significativo sobre os sistemas de apoio familiar e institucional.
Esses cuidados, segundo o estudo citado por Edson Franco, presidente da entidade, são prestados em 92% dos casos por familiares, enquanto apenas 8% contam com cuidadores profissionais, evidenciando a sobrecarga sobre as relações familiares e a insuficiência de suporte especializado no mercado.
Em menos de 30 anos, o INSS terá apenas um contribuinte para cada aposentado, inviabilizando as regras atuais para jovens que ingressam no mercado de trabalho atualmente.
Repercussão Institucional e Perspectivas de Reformas
Edson Franco alertou que o INSS atual é insustentável a médio e longo prazo, defendendo com veemência a criação de um novo sistema previdenciário que incorpore planejamento financeiro individual e poupança previdenciária complementar.
O presidente da Fenaprevi ressaltou que a janela de oportunidade para a implementação dessa reforma está se fechando, dada a combinação do envelhecimento populacional com transformações nas relações de trabalho, como a pejotização, que reduzem a base contributiva do sistema.



