Um sistema integrado ao videomonitoramento da PMMG captou imagens em tempo real na Rua Curitiba, no Centro de Belo Horizonte, resultando na prisão de um homem procurado pela Justiça do Distrito Federal com sete mandados em aberto e mais de 40 anos de pena a cumprir. O episódio ocorreu em maio de 2026 e ilustra o uso da ferramenta no patrulhamento ostensivo.
Desde janeiro de 2025, mais de 2,5 mil pessoas foram presas com o auxílio do reconhecimento facial. Cerca de 70% das prisões estão vinculadas a mandados por crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, homicídio, estupro e ameaça, enquanto outros 17% envolvem dívidas de pensão alimentícia.
A tecnologia compara imagens captadas por câmeras públicas com dados da corporação e envia alertas às equipes em patrulhamento quando há correspondência com foragidos. Os policiais realizam a abordagem e verificam a identidade e a situação judicial antes de proceder com a prisão.
Segundo o major Renato Farina Barreto, gestor de Pesquisa e Projetos da Diretoria de Tecnologias e Sistemas da PMMG, a ferramenta reduz o intervalo entre identificação e atuação policial, complementando o trabalho diário nas ruas.
O sistema começou como projeto-piloto com poucas câmeras e, ao longo dos últimos 20 meses, passou por ampliação e migração para novos servidores de hiper convergência. Desenvolvido pela própria corporação, pode ser deslocado para diferentes regiões e utilizado em grandes eventos, inclusive integrado a drones e cão-robô.
A ferramenta tem capacidade técnica para identificar pessoas mesmo com parte do rosto encoberta ou uso de acessórios como óculos, chapéus e bonés. A PMMG mantém chamamento público para conectar câmeras de estações de ônibus, rodoviárias, metrô, unidades de saúde e estabelecimentos privados que monitoram áreas públicas.
