Um exame de DNA realizado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis confirmou que um homem de 48 anos é pai biológico das quatro crianças nascidas durante o período em que estuprou a própria filha. As investigações da Polícia Civil de Goiás apontam que os abusos duraram 17 anos e começaram quando a vítima tinha 12 anos.
A delegada Aline Lopes, responsável pelo caso, explicou que o laudo foi concluído na sexta-feira (6/11) utilizando material genético coletado da escova de dentes do suspeito, já que ele se recusou a fornecer amostras após ser preso. As crianças têm idades entre 1 e 11 anos.
Segundo as apurações, a mulher, agora com 29 anos, revelou os abusos a familiares enquanto o pai estava preso por outro crime. Após sua soltura, ele teria ameaçado tirar da mãe a criança fruto do estupro para obrigá-la a conviver com ele novamente.
A vítima relatou que os crimes continuaram até os dias atuais e que era mantida em silêncio por meio de ameaças de morte caso o pai fosse preso. Ela e os filhos foram acolhidos pelas autoridades, enquanto o homem permanece detido na unidade prisional de Anápolis por estupro de vulnerável.
