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Carnaval das Águas de Cametá vira Patrimônio Cultural Imaterial do Pará

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 08:21
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Carnaval das Águas de Cametá vira Patrimônio Cultural Imaterial do Pará
Fatos Rápidos da Notícia
  • Lei sancionada pela governadora Hana Ghassan em 29 de outubro reconhece o Carnaval das Águas como Patrimônio Cultural Imaterial do Pará
  • A festividade ocorre no Rio Tocantins com grupos que navegam em embarcações ornamentadas e param nos trapiches das comunidades
  • O reconhecimento busca preservar saberes populares e impulsionar o turismo sustentável e a economia criativa no Baixo Tocantins
Resumo Editorial

A manifestação tradicional do nordeste paraense, com mais de 150 anos de história e realizada nas águas do Rio Tocantins, foi oficialmente reconhecida pelo Estado por meio de lei sancionada pela governadora Hana Ghassan.

O Carnaval das Águas, uma das manifestações culturais mais tradicionais de Cametá, no nordeste do Pará, foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. A lei que oficializa o título foi sancionada pela governadora Hana Ghassan (MDB) no dia 29 de outubro, visando preservar uma celebração com mais de 150 anos de história e forte ligação das comunidades ribeirinhas com o Rio Tocantins.

Diferentemente dos desfiles convencionais, a festividade não ocorre em um local fixo. Cordões de mascarados, blocos carnavalescos e grupos folclóricos navegam pelo rio em embarcações ornamentadas e fazem paradas nos trapiches para celebrar com a população local, levando música, dança e apresentações culturais.

O reconhecimento estadual tem como objetivo fortalecer a preservação dos saberes populares, incentivar o turismo sustentável e valorizar a economia criativa da região do Baixo Tocantins. A tradição é mantida pelos próprios participantes, que cuidam da confecção de fantasias, composição de músicas e organização dos eventos, envolvendo diferentes gerações.

O secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas, ressaltou que a medida valoriza os grupos responsáveis pela continuidade da manifestação e amplia sua visibilidade. “Esse reconhecimento é importante não apenas para Cametá, mas para todo o Pará. Valorizar os grupos e cordões folclóricos é reconhecer o trabalho de quem mantém essa tradição viva há gerações”, declarou.

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