O coletivo Cabanus confirmou o afastamento de DJ Argel e sua saída da sociedade do grupo após a repercussão de conteúdos atribuídos a integrantes, que levantaram suspeitas sobre manifestações de preconceito e apologia ao nazismo. Em nota enviada ao Estado do Pará Online, a organização declarou que repudia discursos de ódio e que tais posturas não condizem com os valores defendidos pelo movimento.
A direção informou que Argel foi removido assim que o caso teve conhecimento público e que o coletivo passou por uma reorganização interna. DJ Sacra assume agora a frente do Cabanus, conduzindo o movimento nesta nova etapa com um novo quadro societário.
O grupo enfatizou que sua atuação não depende apenas de figuras conhecidas, contando atualmente com mais de 80 pessoas em atividades relacionadas ao coletivo. Entre as iniciativas que pretende manter estão a distribuição de toneladas de alimentos em comunidades e a valorização de profissionais da cena cultural local.
A crise se intensificou com a circulação de capturas de tela e áudios associados ao grupo, levando o Festival Psica a retirar o Cabanus da programação de 2026. Anteriormente, Argel já havia se manifestado em vídeo reconhecendo posicionamentos antigos ligados ao incelismo e discursos preconceituosos, pedindo desculpas e anunciando seu afastamento da sociedade.
Ao final do posicionamento, o Cabanus reiterou que seguirá aberto ao diálogo e à escuta da comunidade, afirmando ser um movimento maior do que qualquer pessoa individualmente.



