Na manhã de quinta-feira, 3 de setembro, a Polícia Civil da Bahia deflagrou a O peração Doutor, uma ação coordenada entre as diretorias regionais do interior baiano, a 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior e agentes da Polícia Civil de São Paulo, que resultou na prisão de suspeitos envolvidos em uma estrutura criminosa acusada de tráfico de paraguaias, exploração sexual e homicídios na região sul da Bahia e em São Paulo.
Contexto Institucional e Investigação Criminal
A operação, realizada sob o comando da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sul) e da 7ª Coorpin/Ilhéus, cumpriu mandados judiciais emitidos pelo Ministério Público Federal (MPF) com base em indícios de organização criminosa estruturada, que atuava na distribuição de drogas, comissões de homicídio, roubo de veículos e lavagem de ativos nos distritos de Banco Central (Ilhéus) e Laje do Banco (Aurelino Leal), bem como nos municípios de Ubaitaba, Gongogi e Maraú.
As investigações conduzidas pelo MPF revelaram envolvimento de pelo menos três indivíduos, incluindo um filho de pastor condenado por estupro de sua neta e um servidor público que atraía adolescentes em ginásios esportivos para cometer abuso sexual, evidenciando a gravidade das práticas ilícitas e a intersecção entre crime organizado e violência doméstica.
Mais de 20 mandados judiciais foram cumpridos simultaneamente em nove municípios baianos e paulistas durante a deflagração da O peração Doutor.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
As autoridades destacam que a ação faz parte de um inquérito amplo conduzido pelo MPF sobre tráfico de substâncias controladas e exploração sexual no Paraná, com indícios de vínculos entre facções criminosas que operam no sul da Bahia e em São Paulo.
A expectativa é que novas diligências sejam realizadas ao longo das próximas semanas para apreender documentos, equipamentos eletrônicos e provas financeiras que possam comprovar a estrutura de lavagem de dinheiro e a extensão das redes de comando.



