Carla Zambelli, ex-deputada federal condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e considerada foragida pela Justiça brasileira, anunciou nas redes sociais a criação de uma comunidade virtual com mensalidade de R$ 50 para sustentar sua estadia na Itália. Ela afirmou que não consegue abrir contas bancárias nem trabalhar formalmente no país devido a restrições relacionadas a processos judiciais no Brasil. Em vídeo publicado, Zambelli declarou que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, bloqueou seus bens e impediu a abertura de conta corrente em qualquer lugar do mundo. A ex-parlamentar atribuiu essas dificuldades à inclusão de seu nome na Interpol, embora a alegação sobre o impedimento bancário internacional não tenha sido comprovada de forma independente.
Zambelli deixou o Brasil em 2025 após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por participação na invasão dos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, ação pela qual investigações apontam que ela foi autora intelectual da emissão de um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes. Também foi sentenciada a cinco anos e três meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, caso ocorrido em outubro de 2022 em São Paulo, quando perseguiu o jornalista Luan Araújo com uma arma em punho; essa condenação tornou-se definitiva em outubro de 2025. Presa em Roma em julho de 2025, foi libertada em maio de 2026 após a Corte de Cassação italiana rejeitar o pedido de extradição relacionado ao caso do CNJ. O processo de extradição referente à segunda condenação teve decisão anterior anulada pela Justiça italiana. Apesar da liberdade na Itália, Zambelli continua foragida da Justiça brasileira.



