A Brasilagro informou que não pretende iniciar um programa de recompra de ações no curto prazo, mesmo com a desvalorização dos papéis na bolsa. O CEO André Guillaumon destacou que a prioridade da empresa é a redução do endividamento, estratégia que apresenta melhor retorno do que a aquisição de novas propriedades rurais ou a compra de ações próprias.
Durante apresentação de resultados financeiros, o executivo comparou três alternativas de alocação de capital: comprar terras, recomprar ações ou amortizar dívidas. Segundo ele, a redução do endividamento é atualmente a opção mais vantajosa, considerando o custo de capital e as perspectivas para os juros de longo prazo.
Guillaumon afirmou que novos projetos de aquisição de terras têm taxas internas de retorno estimadas entre 6% e 7%, enquanto a redução da dívida proporcionaria retorno de aproximadamente 9% a 10%, descontada a inflação. Ele reconheceu que as ações da companhia caíram entre 16% e 17% após as eleições presidenciais, mas avaliou que o recuo foi menor do que o observado em setores mais sensíveis aos juros.
O executivo afirmou que uma queda mais acentuada nos papéis poderia tornar a recompra mais atrativa, mas com o nível atual das ações e o retorno esperado pela redução da dívida, não há justificativa para iniciar o programa neste momento. A Brasilagro segue monitorando oportunidades de compra de propriedades rurais, desde que o retorno seja compatível com o custo de capital.
A companhia encerrou o primeiro trimestre fiscal de 2027 com dívida líquida ajustada de R$ 136,3 milhões, queda de 51% em relação aos R$ 280,5 milhões registrados em junho. A relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda dos últimos 12 meses caiu de 2,82 vezes para 1,05 vez.



