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Polícia

Aposentada é julgada por homicídio qualificado e fraude processual na morte da filha e nora

PorGabrielle GonçalvesVerificadoOrtografia IAPublicado Há 42 min
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Aposentada é julgada por homicídio qualificado e fraude processual na morte da filha e nora
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu levar a júri popular a aposentada Elizabete Arrabaça, de 68 anos, por homicídio qualificado e fraude processual pela morte da filha Nathália Garnica, de 42, por envenenamento.
  • Nathália foi morta com carbofurano ("chumbinho\)) em fevereiro de 2023 no município de Pontal, interior de São Paulo, e Elizabete permanece presa na Penitenciária de Tremembé desde agosto de 2023.
  • Elizabete responde por tentativa de homicídio qualificado da amiga Neuza Ghiotti, ocorrida em maio de 2017 em Pontal, e o MP pediu o arquivamento da denúncia referente à morte da quarta vítima Élede Guidi (80), registrada como causas naturais em 22 de dezembro de 2016.
Resumo Editorial

A aposentada responde por homicídio qualificado e fraude processual na morte de duas mulheres, com crime de veneno aplicado há mais de sete anos.

A aposentada Elizabete Arrabaça, de 68 anos, foi formalmente levarada a júri popular pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) por responder pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual na morte da filha, a nutricionista Nathália Garnica, de 42 anos, e da nora, a professora de pilates Larissa Rodrigues, de 37 anos. O caso, que mobiliza investigações há mais de sete anos, gira em torno da aplicação do veneno carbofurano — conhecido como "chumbinho" — em ambas as vítimas.

Processo Judiciário e Investigação Criminal

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), Nathália foi envenenada em fevereiro de 2023 no município de Pontal, interior de São Paulo, e seu corpo exibe indícios claros de intoxicação por carbofurano. O laudo pericial do Instituto Médico Legal confirmou a presença do veneno no organismo da vítima, reforçando a tese de homicídio doloso. Elizabete permanece sob custódia preventiva na Penitenciária de Tremembé desde agosto do mesmo ano, após ser formalmente presa em decorrência das investigações policiais. Paralelamente, o inquérito relativo à morte da quarta suposta vítima, Élede Guidi, de 80 anos — registrada como óbito por causas naturais em dezembro de 2016 — foi objeto de pedido de arquivamento pelo MP, já que não há evidência criminosa consolidada.

Ponto de Destaque

Elizabete Arrabaça responde também por tentativa de homicídio qualificado contra a amiga Neuza Ghiotti, ocorrida em maio de 2017

Contexto Legal e Desafios Processuais

As acusações incluem três qualificadoras para o suposto feminicídio praticado contra Larissa Rodrigues: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima (veneno), e ação insidiosa ou cruel por meio do envenenamento. Diante da separação geográfica entre os crimes — um em Pontal e outro em Ribeirão Preto — os processos seguem em via dupla, sem previsão imediata para o julgamento perante o júri popular. A defesa ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações. O caso destaca um desafio jurídico relevante: provar o dolo (intenção criminal) em crimes cometidos com veneno, especialmente quando o óbito ocorre após certo intervalo entre a aplicação e o falecimento.}}.

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