O presidente americano Donald Trump discursou em Washington na véspera das eleições de meio de mandato, em um evento realizado diante do espelho d'água do Lincoln Memorial. A fala foi descrita como seu último ato presencial de campanha na capital em favor dos candidatos republicanos.
Durante o discurso, Trump dedicou os primeiros 15 minutos a justificar a reforma realizada no espelho d'água do Lincoln Memorial, obra que gerou grande polêmica. Segundo relatos, ele quis pintar o local de azul, o que provocou proliferação de algas e obrigou o espaço a ser coberto temporariamente; ele alegou vandalismo para justificar a intervenção.
Após abordar a obra, Trump voltou sua atenção para as eleições e afirmou que as eleições de meio de mandato seriam "as mais importantes de nossas vidas". Em seguida, partiu para um ataque direto aos candidatos do Partido Democrata.
"O Partido Democrata indicou a lista de candidatos mais extrema e perigosa da história americana. Esses são os candidatos mais perigosos já lançados", declarou Trump. Ele convocou os eleitores dizendo: "Com o seu voto, vamos decidir se esses extremistas receberão poder ou não.".
As pesquisas apontavam um cenário favorável aos democratas naquele momento. Caso conquistassem a maioria no Congresso, os democratas teriam acesso a ferramentas para pressionar Trump, como abertura de investigações contra ele e familiares, convocação de autoridades federais para depoimentos e novos processos de impeachment.
Embora a remoção do cargo fosse considerada improvável, o mecanismo foi apontado como um instrumento de pressão política capaz de influenciar a opinião pública e afetar a imagem do Partido Republicano nas próximas eleições presidenciais.



