O PL deve abrir mão da disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, cargo atualmente ocupado por Hugo Motta, do Republicanos. A tendência é que o partido formalize apoio à reeleição de Motta durante reunião com a bancada eleita.
Inicialmente, o PL planejava eleger o presidente da casa com os nomes de Altineu Cortes e Sóstenes Cavalcante. Essa estratégia foi traçada quando Flávio Bolsonaro aparecia como favorito em pesquisas, alterando a correlação de forças do momento.
O partido reconhece que não possui força política para presidir a Câmara e o Senado ao mesmo tempo. Por isso, a prioridade agora é o Senado, onde Rogério Marinho busca construir alianças com parte do Centrão.
Três deputados federais confirmaram, em conversas reservadas, que a tendência é o apoio a Hugo Motta e a desistência da disputa pela Câmara. O receio é repetir o isolamento sofrido no Senado após a derrota de Rogério Marinho para Rodrigo Pacheco.
O PL tem aproximadamente 120 deputados, mas corre risco de ficar isolado se insistir em candidatura própria. O Centrão já construiu grande coalizão em torno de Motta, reunindo a maioria dos partidos.
Sem apoiar Motta, o PL ficaria no fim da fila para presidir comissões importantes, como a Comissão de Constituição e Justiça, alvo de Nikolas Ferreira. O apoio ao presidente da casa é condição determinante para garantir esses espaços.
Não há resistências significativas na bancada quanto à desistência, e os dois pré-candidatos já aceitaram a dificuldade de enfrentar o Centrão.
