Alessandra Moja Cunha, líder da Associação de Moradores da Favela do Moinho, foi liberada nesta terça-feira (27) depois de receber decisão favorável da Justiça de São Paulo. Ela havia sido presa no início de setembro durante a Operação Sharpe, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) para investigar a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) na comunidade.
A defesa solicitou a soltura alegando questões humanitárias, pois Alessandra é mãe de uma adolescente e de um filho com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que necessita de cuidados específicos. Como medidas cautelares, ela está proibida de contatar outros réus, incluindo o próprio irmão, deve comparecer ao juízo a cada dois meses e não pode se ausentar da comarca sem autorização judicial.
Alessandra é irmã de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Leo do Moinho, condenado recentemente a 21 anos de prisão por organização criminosa e tráfico de drogas. O MPSP apontava que ela mobilizava manifestações para proteger a comunidade de intervenções policiais e auxiliava o irmão em atividades criminosas, além de ser acusada de cobrar propina de famílias em acordos com a CDHU e administrar o Ferro-Velho Moinho.



