O governo do Distrito Federal busca firmar parceria com o setor privado para a realização de evento obrigatório de torcedores durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, com custo inicial estimado em R$ 20 milhões, em meio à grave crise financeira do BRB, que apresenta rombo de cerca de R$ 8,8 bilhões e ameaça sua liquidação extrajudicial.
Contexto Institucional e Desafios Financeiros do BRB
A administração distrital, diante da instabilidade patrimonial do BRB — cuja avaliação atual indica risco de liquidação extrajudicial determinado pelo Banco Central — tem articulado esforços para viabilizar recursos privados com o objetivo de custear o Fan Festival, evento exigido pela Fifa para as cidades-sede da competição.
Este movimento se insere num cenário de tensão política e institucional, já que o presidente Lula declarou, em 16 de maio, que o governo federal não destinará recursos para socorrer a instituição, enquanto a governadora Celina Leão pressionou por apoio federal para evitar o colapso do banco.
O BRB registra rombo financeiro de R$ 8,8 bilhões, colocando em risco sua estrutura institucional sem auxílio público imediato.
Repercussões Jurídicas e Críticas Institucionais
A exigência da Fifa de formalizar contratos ainda no ano anterior à Copa do Mundo pressiona o Distrito Federal a acelerar a licitação pública para reduzir a dependência orçamentária, enquanto o governo distrital rechaça privatização apesar da pressão financeira.
O presidente Lula reforçou a postura de responsabilidade fiscal ao recusar qualquer repasse federal ao BRB, contrariando pedido da governadora Celina Leão, que acusou o Executivo federal de 'pensar pequeno e partidariamente' em resposta à decisão.



