Nesta quinta-feira (17), o Japão reiterou seu compromisso de manter movimentos ordenados da moeda após nova queda do iene para 155,50 no pregão asiático, recuando da máxima de sete meses registrada em 152,89, enquanto o Federal Reserve mantém a pressão sobre a taxa de câmbio por meio de aumentos consecutivos de juros.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O principal porta-voz do governo japonês, Minoru Kihara, secretário-chefe do Gabinete, afirmou que o país continuará se comunicando estreitamente com os Estados Unidos para preservar a estabilidade do iene diante da volatilidade cambial global, em resposta à valorização do dólar acionada pela política monetária restritiva do Federal Reserve, que na quarta-feira (16) elevou sua taxa de juros em 25 pontos base para o intervalo entre 5,25% e 5,50%.
A intervenção conjunta entre Japão e EUA realizada em 31 de julho, que envolveu a compra coordenada de ienes pelo Banco do Japão e pelo Treasury americano, já havia afastado a moeda da mínima histórica de 40 anos próxima a 164, atingida em julho, consolidando um esforço diplomático e técnico para conter especulações excessivas em um cenário marcado pela divergência entre as trajetórias de política monetária dos dois países.
O iene fechou a semana em 155,50, recuando da máxima de sete meses de 152,89 atingida neste mês após pressão do dólar impulsionada pelo Federal Reserve.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
Ministro das Finanças Satsuki Katayama reiterou que o Japão está determinado a combater a volatilidade excessiva da moeda por meio da ação conjunta de julho e aguarda que o Banco do Japão alinhe sua política monetária à meta de inflação de 2%, enquanto o governo avalia novas medidas complementares caso a pressão sobre o iene persista.
A expectativa de elevação da taxa de juros pelo Banco do Japão para 1,25% na sexta-feira (18), sua primeira alta em 31 anos, gerou cautela entre analistas, que destacam que apenas uma comunicação clara por parte do presidente Kazuo Ueda sobre aumentos futuros sustentaria o iene além das medidas pontuais adotadas em julho.



