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Economia

Incerteza leva investidores a diversificar aplicações fora do Brasil

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 11:00
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Incerteza leva investidores a diversificar aplicações fora do Brasil
Fatos Rápidos da Notícia
  • Investidores buscam diversificação internacional e mudança de domicílio fiscal devido à incerteza política e econômica
  • Concentração excessiva em renda fixa no Brasil impulsionada por altas taxas de juros
  • Destinos preferidos incluem Oriente Médio, Suíça, Mônaco, Luxemburgo, Itália, Estados Unidos, Uruguai e Paraguai
Resumo Editorial

O CEO da Azimut Brasil, Wilson Barcellos, aponta que a volatilidade e a incerteza política e econômica estão levando investidores de grande patrimônio a buscar alocações internacionais e mudança de domicílio fiscal, alertando para a concentração excessiva em renda fixa no país.

Investidores brasileiros de grande patrimônio têm buscado alternativas de alocação de capital fora do Brasil e, em alguns casos, a mudança de domicílio fiscal para outros países, diante de um cenário de alta volatilidade nos mercados financeiros e crescente incerteza política e econômica. A análise é de Wilson Barcellos, CEO da Azimut Brasil, gestora que atua com grandes fortunas e administra globalmente cerca de um trilhão em ativos sob gestão.

Barcellos avalia que a reação dos clientes diante da turbulência atual é esperada e natural, destacando que momentos de grande volatilidade provocam alterações drásticas nos preços dos ativos. Ele alerta que não se deve tomar decisões de investimento simplesmente porque determinados ativos parecem mais baratos, mas sim compreender quais mudanças estruturais estão de fato ocorrendo.

O executivo chama atenção para a concentração excessiva em renda fixa no mercado brasileiro, impulsionada pelas elevadas taxas de juros. Segundo ele, entre 98% e 99% dos investimentos realizados no país são direcionados à renda fixa, mesmo o Brasil representando apenas 2% do PIB mundial e sua bolsa correspondendo a menos de 1% do mercado acionário global.

Entre os clientes da gestora, cujo patrimônio mínimo gira em torno de R$ 20 milhões, a busca por diversificação internacional e por mudança de domicílio fiscal tem crescido. Barcellos menciona cinco regiões que têm absorvido esse movimento: Oriente Médio, Suíça, Mônaco, Luxemburgo e Itália na Europa; Estados Unidos com recursos lastreados em dólar; Uruguai na América do Sul; e Paraguai, que tem se destacado com benefícios fiscais para pessoas físicas e empresas.

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