Na madrugada de domingo, 16, e na noite de terça-feira, 18, a Academia Paraense de Letras (APL), instituição centenária localizada na histórica Campina, Belém, foi palco de duas invasões que geraram prejuízos financeiros entre R$ 25 mil e R$ 30 mil e danos estruturais ao casarão histórico, com o furto de utensílios essenciais ao funcionamento cotidiano e à apreensão de documentos e livros de relevância patrimonial.
Investigações e Procedimentos O ficiais da Invasão à Academia Paraense de Letras
A Polícia Civil do Pará confirmou o registro de dois Boletins de O corrência referentes aos episódios ocorridos em menos de cinco dias, com a Seccional do Comércio responsável pela apuração dos crimes; perícias técnicas foram solicitadas e impressões digitais coletadas no local, com o objetivo de identificar os autores das ações criminosas que atingiram o patrimônio cultural da capital paraense.
O presidente da Academia Paraense de Letras, Ivanildo Alves, destacou que a primeira invasão, ocorrida durante a madrugada de domingo, só foi constatada na manhã seguinte quando os funcionários da instituição chegaram para suas atividades regulares, revelando a vulnerabilidade das instalações diante da ausência de vigilância efetiva durante a noite.
O prejuízo financeiro estimado entre R$ 25 mil e R$ 30 mil reflete a gravidade do furto de utensílios essenciais ao funcionamento cotidiano da Academia Paraense de Letras.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Proteção do Patrimônio Cultural
A Polícia Civil informou que as investigações seguem com foco na identificação dos autores por meio das impressões digitais coletadas e nas diligências técnicas conduzidas pela Seccional do Comércio, enquanto o Ministério Público do Estado analisa a possibilidade de abrir inquérito civil para apurar eventuais falhas na proteção do patrimônio histórico.
O presidente Ivanildo Alves ressaltou que as duas invasões não apenas comprometem o aspecto econômico da instituição, mas também colocam em risco o acesso irreplaceável a documentos e livros que registram a memória histórica da cultura paraense.



