A Procuradoria-Geral da República deve seguir o mesmo procedimento adotado pela Polícia Federal e dividir o inquérito que apura fraudes envolvendo operações entre o Banco Master e o BRB. Segundo o analista de política Matheus Teixeira, as denúncias devem ser fatiadas por núcleos de investigação devido à amplitude do caso, que envolve um grande número de pessoas.
O primeiro núcleo a ser formalizado é o relacionado ao BRB, considerado o mais adiantado na apuração. A operação fraudulenta de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília teria causado um rombo estimado em mais de R$ 10 bilhões.
Além desse, deverá ser constituído um núcleo político, focado nos parlamentares que mantinham relação próxima com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com Teixeira, há atores de oposição, situação e centro envolvidos com o ex-banqueiro, independentemente da ideologia.
Outros núcleos identificados incluem indivíduos que executavam ações de intimidação e ameaça a adversários, liderados por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, que morreu na prisão, e um grupo de hackers responsável por invasões a publicações e sistemas fechados.



