A saída de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos gerou incertezas no Partido Liberal e na direita brasileira, deixando aliados sem clareza sobre quem conduzirá as articulações do grupo. Segundo a fonte, há um consenso de que a ausência do senador dificulta as negociações com a própria bancada e que seu papel deve se limitar a orientações gerais.
Parte dos aliados considera que o capital político acumulado pelo senador está subutilizado ou comprometido, aguardando um posicionamento claro após a visita do presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma reunião da sigla está prevista para esclarecer os rumos da legenda, com Valdemar defendendo que o partido siga em frente.
O PL discute adotar um caminho de moderação para preservar a unidade e evitar que as incertezas envolvendo a família Bolsonaro afetem as eleições para as presidências da Câmara e do Senado. Paralelamente, partidos do Centrão negociam os comandos das duas casas do Congresso, enquanto a ambição de Rogério Marinho (PL-RN) pela presidência do Senado se torna uma incógnita diante da crise.
Marinho segue apoiando Flávio sob a tese de perseguição política, embora desaprove questionamentos sobre a integridade das eleições. O grupo do senador também administra a repercussão de uma carta de teor golpista, cuja inclusão do termo 'presidente eleito' e o uso do brasão antigo foram atribuídos por um aliado à inteligência artificial.
O jornal The New York Times apontou que Jason Miller, assessor de Donald Trump na Casa Branca, providenciou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro para voar até Miami.



