O autor Ricardo Guedes afirma que o equilíbrio fiscal dependerá de ajuste nas contas públicas ou da emissão de moeda, sendo o primeiro caminho o mais viável para evitar consequências políticas ao presidente Lula e ao PT. Segundo ele, a medida deve ser implementada logo no início do mandato.
O texto destaca que o Brasil não cresce desde 2010, com o PIB estagnado em cerca de US$ 2,2 trilhões, enquanto outras economias mundiais avançaram significativamente no mesmo período. Para reverter esse quadro, Guedes sugere a formação de um governo amplo com participação efetiva do centro político e econômico na condução da política econômica.
Ainda segundo o colunista, o Ministério da Fazenda deve ser composto por técnicos competentes, independentemente de filiação partidária, com visão de futuro para o país. Ele lembra que a votação recebida no segundo turno refletiu rejeição ao adversário mais do que apoio irrestrito ao governo.
Guedes defende uma política econômica que una nova demanda e nova oferta, citando exemplos históricos como os Estados Unidos, Juscelino Kubitschek e a China. Ele também menciona a necessidade de maior reinvestimento do PIB na economia, atualmente em 17% contra média mundial de 26%, com foco em inteligência artificial e defesa nacional.
Por fim, o autor aponta a segurança pública como prioridade, citando dados da ONU de 2021 que indicam taxa brasileira de homicídios muito acima da média mundial. O texto conclui afirmando que não há mais espaço para erros na gestão.



