A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quinta-feira (5), revela que 81,6% das famílias brasileiras estavam endividadas em outubro. O índice apresentou uma leve oscilação em relação aos 81,7% registrados em setembro, mantendo-se em patamar historicamente elevado.
A inadimplência, que mede os consumidores com contas em atraso, recuou 0,3 ponto percentual, passando de 29,6% para 29,3%, o menor nível desde janeiro. O tempo médio de atraso das dívidas foi de 65,1 dias, e 48,8% dos débitos atrasados ultrapassam três meses. Além disso, 19,3% das famílias comprometem mais da metade da renda mensal com o pagamento de dívidas.
O economista-chefe da entidade, Fabio Bentes, destacou que a vulnerabilidade é mais acentuada entre as famílias de menor poder aquisitivo. Nesse segmento, a taxa de inadimplência subiu para 38,6% em outubro, contra 38,5% no mês anterior. Entre aquelas que admitem não ter condições de quitar os débitos atrasados, o percentual fechou em 18,3%.
Por faixa de renda, as famílias que recebem mais de dez salários mínimos registraram a maior queda no endividamento, de 71,9% para 71,5%. Já o grupo com renda entre cinco e dez salários mínimos viu o indicador avançar de 77,9% para 79,3%. A inadimplência permaneceu estável em 15% para quem recebe acima de dez salários mínimos.



