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MPF e DPU pedem paralisação de mega data center do TikTok no Ceará: entenda os detalhes da apuração

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 02:14
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MPF e DPU pedem paralisação de mega data center do TikTok no Ceará: entenda os detalhes da apuração
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) ajuizaram Ação Civil Pública (ACP) para suspender, por ora, a operação do Data Center Pecém, localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no Ceará
  • O empreendimento, que deve receber investimentos de R$ 200 bilhões até 2035 e ocupar 70 hectares com capacidade para TikTok e estrutura da Omnia em parceria com Pátria Investimentos e Casa dos Ventos
  • A ACP exige consulta ao povo indígena Anacé, elaboração de EIA/Rima, monitoramento de impactos hídricos, elétricos, de ruído e proibição de emissão de licença de operação pela Semace até que as medidas sejam cumpridas
Resumo Editorial

O MPF e a DPU buscam suspender o Data Center Pecém, de R$ 200 bilhões, por descumprimento da consulta prévia aos povos indígenas Anacé e da etapa ambiental, com risco de interdição se não houver solução em 90 dias.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) ajuizaram nesta quinta-feira, 10, uma Ação Civil Pública (ACP) que visa suspender, por prazo indeterminado, a operação do Data Center Pecém, megaempreendimento em construção no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no estado do Ceará, sob a alegação de ausência de cumprimento das etapas de consulta prévia ao povo indígena Anacé e da elaboração do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).

Desdobramentos da Ação Civil Pública e Fundamentação Legal

A investigação do MPF e da DPU parte da constatação de que o Data Center Pecém, desenvolvido pela O mnia em parceria com Pátria Investimentos e Casa dos Ventos, ultrapassa o limite de 70 hectares de área prevista para implantação, incluindo infraestrutura tecnológica destinada ao TikTok, sem garantir os direitos constitucionais dos povos originários que habitam a região, conforme exigido pelo artigo 231 da Constituição Federal.

A ação civil pública requer que o Poder Executivo cearense revise a licença ambiental concedida pela Semace até que sejam cumpridas as demandas judiciais, sob pena de interdição administrativa e responsabilização civil por danos ambientais e sociais decorrentes do projeto.

Ponto de Destaque

O investimento total previsto para o Data Center Pecém chega a R$ 200 bilhões até 2035, tornando-o um dos maiores empreendimentos digitais da América Latina

Repercussão Institucional e Cenários Futurísticos

A Defensoria Pública da União reforça que a omissão na consulta aos Anacé viola princípios da dignidade humana e do uso sustentável do território, colocando em risco a viabilidade jurídica do projeto diante da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre direitos indígenas.

As entidades envolvidas indicam que, se as medidas não forem implementadas em até 90 dias, o MPF poderá pleitear a suspension definitiva da licença ambiental pela Semace.

Atenção / Ponto Crítico
A Semace está proibida de emitir licença de operação do Data Center Pecém até que sejam cumpridas as demandas judiciais previstas na Ação Civil Pública.

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