Na quinta-feira (10/9), durante o primeiro bloco do debate eleitoral promovido pelo, a governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP) rebateu categoricamente as acusações de sua adversária, Paula Belmonte (PSDB), que alegou receber repasses de R$ 1,4 milhão via empresa vinculada ao marido e à filha, enquanto afirmou que sua família nunca firmou contrato com o Governo do Distrito Federal, paga impostos regularmente e não detém negócios com o Executivo local.
Contexto Institucional e Histórico das Acusações
A apuração jornalística revelou que a denúncia de Paula Belmonte se baseia em alegações de repasses de R$ 1,4 milhão mensais provenientes da Vice-Governadoria do GDF, canalizados por meio de uma empresa contratada pela entidade, segundo afirmação proferida no debate que contou com a presença dos seis candidatos ao governo do Distrito Federal. A narrativa envolve familiares próximos da governadora — o marido, Fabrício Faleiro Ferreira, e a filha Bruna Victória Leão Machado de Araújo — e suspeitas de contratos firmados sem transparência, apesar da categorização oficial como mera prestação de serviços. A controvérsia se insere em um cenário político marcado pela intensificação de ataques pessoais entre os postulantes, especialmente após episódios anteriores em que Belmonte já havia questionado a conduta ética de adversários em pleitos estaduais.
Nos dias que antecederam o debate, a governadora utilizou seu direito de resposta para negar veementemente qualquer vínculo empresarial entre sua família e o Poder Executivo distrital, reiterando que sua empresa familiar jamais recebeu recursos públicos e que todas as atividades são desenvolvidas com recursos privados. A postura contraria diretamente as acusações de corrupção e favorecimento político que permeiam a narrativa levantada por Belmonte, que ainda citou casos de irregularidades em outras esferas da administração pública, como o pagamento de multas por parte de servidores públicos e desvios em licitações recentes.



