A discussão sobre as contas públicas e o cumprimento de metas fiscais evidencia divisões internas significativas na base de apoio do governo federal, segundo análise do analista de Política da CNN Teo Cury. O tema opõe integrantes da gestão e conselheiros da área econômica, com diferenças de visão sobre os rumos da política econômica que ficaram escancaradas recentemente.
Outro ponto de tensão é a indefinição sobre quem comandará o Ministério da Fazenda no quarto mandato, previsto para iniciar em janeiro de 2027. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), surge como um dos nomes cotados nos bastidores por ser bem visto pelo mercado financeiro, embora não haja confirmação oficial. Lula tem ouvido aliados e conselheiros antes de decidir, aguardando um intervalo após o segundo turno das eleições.
A disputa entre uma ala favorável ao controle rígido das contas públicas e à defesa do arcabouço fiscal, e outra que defende maior investimento e gasto para impulsionar a economia, permeou todo o terceiro mandato e deve persistir no próximo governo. O mercado financeiro acompanha esses movimentos com cautela, preocupado com os próximos passos em relação à política fiscal.



