Uma semana após a vitória nas urnas, o governo Lula busca acelerar pautas prioritárias antes da renovação do Congresso, que deve fortalecer as bancadas de oposição. O PL se tornou a maior bancada nas duas Casas, com 121 deputados e 19 senadores, enquanto a Federação Brasil da Esperança, do PT, elegeu 88 deputados e nove senadores. No debate 'O Grande Debate', a jornalista e ex-senadora Ana Amélia Lemos afirmou que o momento imediato não representa grande obstáculo, pois o Congresso atual já é conhecido. Ela destacou que a dificuldade maior deve surgir a partir de fevereiro de 2027, com a posse de uma oposição mais robusta, embora acredite que pressões externas possam influenciar pautas de interesse social.
A jornalista também mencionou que Lula sinaliza para a permanência de Davi Alcolumbre no Senado e Hugo Mota na Câmara, o que facilitaria a governabilidade. Sobre o impeachment de ministros da Suprema Corte, ela afirmou que o tema deve ser deixado de lado para evitar desgastes. Já o comentarista José Eduardo Cardozo apresentou uma visão estrutural, afirmando que o sistema político brasileiro gera dificuldades de governabilidade para qualquer presidente, independentemente da ideologia. Ele apontou as emendas parlamentares como um entrave às coalizões sólidas, ao reduzir a margem para negociações programáticas. Apesar disso, Cardozo avaliou que a direita pode não atuar como um bloco coeso devido a divisões internas.



