A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) prendeu, em 7 de outubro, uma mulher suspeita de abastecer uma fisioterapeuta com medicamentos e toxinas botulínicas para procedimentos estéticos realizados em uma clínica clandestina em Goiânia, onde pacientes sofreram lesões graves; o inquérito, iniciado após investigações coordenadas pela corporação, apura a participação da investigada na cadeia de fornecimento irregular de substâncias controladas e perigosas, com indícios de origem paraguaia e ausência de documentação fiscal.
Apuração da O peração e Contexto das Investigações
As investigações da PCGO revelaram que a fisioterapeuta, sob sua responsabilidade clínica, aplicava substâncias tóxicas em pacientes em procedimentos estéticos não autorizados, gerando complicações de saúde graves, o que configurou crime contra a saúde pública e lesão corporal grave; testemunhos de vítimas, laudos médicos e auditorias sanitares foram utilizados para mapear o fluxo de insumos ilícitos que chegavam à clínica por meio de canais informais e redes de distribuição paralela.
Antecedentes indicam que a prática de aplicar toxinas botulínicas e medicamentos não regulamentados em contextos estéticos tem se disseminado em estabelecimentos irregulares do país, explorando a demanda por procedimentos invasivos sem oversight técnico ou sanitário, o que expõe pacientes a riscos irreversíveis e exige apuração rigorosa por parte das autoridades competentes.
Mais de 50 ampolas contendo toxinas botulínicas e medicamentos injetáveis foram apreendidas durante as buscas realizadas na residência da suspeita e no local dos procedimentos.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Inquérito
A PCGO informou que os materiais apreendidos serão submetidos a perícia técnica para análise de composição química, validade, origem dos produtos e condições de armazenamento, com possibilidade de enquadramento como crime sanitário e tráfico de substâncias controladas nos termos do Código Penal brasileiro.
A suspeita permanece à disposição da Justiça, sob risco de prisão preventiva ou relaxamento domiciliar, enquanto a fisioterapeuta investigada deve prestar esclarecimentos ao Ministério Público sobre os casos identificados até o momento.



