O Distrito Federal não dispõe de doses da vacina contra a mpox. A Secretaria de Saúde (SES-DF) informou que solicitou ao Ministério da Saúde o envio de novos lotes, mas ainda não há previsão de chegada dos imunizantes. A pasta esclareceu que a imunização não é destinada à população em geral e ocorre apenas para grupos prioritários com perfis clínicos específicos definidos nacionalmente, mediante avaliação técnica prévia no Hospital Universitário de Brasília (HUB).
A SES-DF atualizou para 23 o número de casos confirmados de mpox no Distrito Federal em 2026, conforme nota divulgada nesta quarta-feira (4/11). Os dados são considerados dinâmicos e atualizados conforme o sistema recebe novas informações. A secretaria também informou que ainda não há identificação conclusiva da cepa predominante entre os casos recentes registrados na capital.
Entidades LGBT+ cobram medidas para ampliar a proteção contra a doença, especialmente devido ao risco de agravamento em pessoas que vivem com HIV e apresentam imunidade comprometida. Michel Platini, representante do CentroDH e do Estruturação no Conselho de Saúde do DF, afirmou que é inadmissível que pessoas continuem correndo risco de morrer ou ter o quadro agravado enquanto existe uma vacina capaz de ajudar a prevenir esses desfechos. As entidades defendem a retomada da vacinação dos grupos prioritários e a ampliação dos critérios, incluindo pessoas LGBT+ em situação de maior exposição epidemiológica, como aquelas que utilizam a profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP).



