Muitas pessoas acreditam que a musculação em jejum potencializa a perda de gordura. Segundo Juliana Andrade, nutricionista do Metrópoles, essa lógica tem fundamento porque, após uma noite de sono, os estoques de glicogênio nos músculos e no fígado estão mais baixos, levando o organismo a buscar combustível na gordura.
Estudos indicam aumento da oxidação de gordura nessa condição, especialmente em treinos de menor intensidade. No entanto, pesquisas recentes apontam poucas evidências de que o jejum eleve significativamente a queima de gordura a longo prazo, já que o emagrecimento depende do balanço energético total ao longo do dia.
A nutricionista ressalta que não existe atalho metabólico capaz de substituir esse cálculo. A resposta ao treino em jejum é individual: algumas pessoas se adaptam bem, outras não percebem diferença na performance ou no peso, e algumas sentem tontura, perdem força e rendem menos.
Juliana Andrade reforça que isso não reflete falta de disciplina, mas sim fisiologia própria de cada organismo. Testar diferentes abordagens costuma ser a única forma de descobrir qual funciona melhor para cada um.
Independentemente de estar em jejum ou alimentado, o ideal é não pular a musculação. Para a especialista, horário e estado nutricional antes do treino são detalhes de otimização, enquanto o próprio treino é o fator que realmente move os resultados.



