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Polícia

Mais de um ano após Operação Carbono Oculto, 14 postos investigados seguem abertos irregularmente em SP

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 04:00
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Mais de um ano após Operação Carbono Oculto, 14 postos investigados seguem abertos irregularmente em SP
Fatos Rápidos da Notícia
  • 14 dos 25 postos visitados seguem operando irregularmente apesar de estarem desativados na ANP
  • Posto na zona sul de SP aceitava apenas dinheiro vivo por suposta falha na maquininha
  • Estabelecimentos em Praia Grande, Campinas e Catanduva estão ligados à GGX Global Participações
Resumo Editorial

Reportagem do Metrópoles constatou que estabelecimentos ligados à investigação continuam operando mesmo com autorizações revogadas pela ANP, enquanto os principais suspeitos permanecem foragidos.

Uma apuração do portal Metrópoles visitou 25 postos de combustíveis ligados aos alvos da Operação Carbono Oculto e identificou que 14 deles seguem funcionando de forma irregular. Os estabelecimentos constam como desativados na Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas mantêm as portas abertas para o público.

Em um posto localizado na zona sul de São Paulo, a equipe de reportagem abasteceu o veículo duas vezes e, em ambas as ocasiões, os funcionários informaram que aceitavam apenas pagamento em dinheiro vivo porque a maquininha estaria sem sistema. O local aparece no sistema da ANP com bandeira branca e autorização de funcionamento revogada desde março de 2025.

Entre os endereços inspecionados estão postos em Praia Grande, Campinas e Catanduva, relacionados pela investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) à holding GGX Global Participações. Outro ponto visitado foi um posto da rede Boxter em Guarujá, que permanecia aberto apesar de restrição no sistema da agência por vício de qualidade do combustível.

A Operação Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025 pelo MPSP e é considerada a maior ação contra a infiltração do crime organizado na cadeia de combustíveis do país. A investigação expôs um grupo criminoso que controlava canaviais, usinas, distribuidoras e postos, envolvendo centenas de empresas em fraudes, sonegação fiscal e ocultação de patrimônio.

Investigadores estimam que o império comandado por Mohamad Hussein Mourad, o Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, movimentou R$ 54 bilhões entre 2019 e 2024. Desse total, pelo menos R$ 8,4 bilhões teriam sido desviados por meio de fraudes fiscais e lavagem de dinheiro. Pouco mais de um ano depois da operação, ambos seguem foragidos.

Embora alguns postos continuem operando sem autorização, a operação gerou expertise para que investigadores desvendassem outras fraudes financeiras. Além disso, a arrecadação dos estados com combustíveis cresceu em todo o país, indicando que a ação coibiu parte da criminalidade no setor.

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