Na manhã de quinta-feira (10/9), a Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União, efetuou buscas e apreensões em dezesseis endereços localizados nos estados do Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro, no âmbito da O peração Make Up, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares e possível financiamento irregular do filme Dark Horse por meio de organização criminosa envolvendo agentes públicos e privados.
Contexto Institucional e Apuração da O peração
A ação policial, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na apreensão de armas de fogo, veículos de luxo e equipamentos eletrônicos em propriedades vinculadas ao deputado federal Mario Frias (PL-SP) e à empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
As investigações apuram indícios de que recursos públicos encaminhados por meio de emendas parlamentares a entidades ligadas à Go Up Entertainment teriam sido desviados para fins ilícitos, com movimentações financeiras que ultrapassam centenas de milhões de reais, segundo laudos periciais da PF, enquanto a CGU acompanha os procedimentos com foco na responsabilidade administrativa e criminal dos envolvidos.
A PF identificou movimentações superiores a centenas de milhões de reais entre empresas ligadas ao esquema sob investigação
Repercussão Institucional e Desdobramentos do Inquérito
A Controladoria-Geral da União (CGU) formalizou nota técnica afirmando que as apurações visam apurar atos que configuram peculato, falsidade documental e lavagem de dinheiro, com possível participação de servidores públicos em associação criminosa com empresários.
O s envolvidos negam as acusações: Mario Frias declarou desconhecimento sobre o destino final dos recursos, enquanto Karina da Gama e Daniel Vorcaro afastam qualquer irregularidade no financiamento do filme Dark Horse.
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