Na manhã de quinta-feira, 10 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a O peração Make Up, cumprindo 49 mandados de busca e apreensão em cidades estratégicas como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal, com o objetivo de apurar suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares direcionadas à Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), envolvendo o deputado federal Mario Frias (PL) e a empresária Karina Gama.
Contexto Institucional e Investigação da O peração Make Up
As investigações foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e contam com o apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU), sendo coordenadas pela Polícia Federal desde março, após denúncias apresentadas pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e pastor Henrique Vieira (PSol-RJ). O inquérito apura o desvio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produtora, além de repasses de R$ 269 mil a empresas terceirizadas vinculadas à mesma organização, com movimentações financeiras que ultrapassam centenas de milhões de reais entre negócios interligados ao esquema investigado.
Antecedentes revelam que, em abril, o ministro Flávio Dino determinou a abertura de uma apuração preliminar para averiguar a destinação de emendas parlamentares por membros do PL, após negativas do deputado Mario Frias em comprovar o uso dos recursos na produção do filme. A defesa do parlamentar negou categoricamente qualquer vínculo financeiro com o cineasta e requer a arquivamento do caso, alegando que as acusações são falsas e que as emendas foram direcionadas a projetos de utilidade pública devidamente homologados.
Mais de R$ 2 milhões em emendas parlamentares foram investigados por possível desvio para fins vinculados à produção do filme Dark Horse.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos da Apuração
A O peração Make Up gerou reações imediatas por parte dos envolvidos: enquanto Mario Frias classificou as buscas como uma tentativa de constranger seu mandato e reiterou sua inocência, representantes da CGU e do STF reforçaram a seriedade da investigação, que segue sob sigilo processual e foco na rastreabilidade dos recursos públicos. A Controladoria-Geral da União destacou que eventuais comprovações de irregularidades podem ensejar ação civil pública e responsabilização administrativa de agentes públicos envolvidos.
O s próximos passos incluem a análise dos documentos apreendidos, o depoimento formal dos investigados sob medida protetiva da PF e a continuidade da apuração até julho de 2024, com possibilidade de expansão para outros atores ligados ao ecossistema político-econômico do entretenimento brasileiro.



