Na noite de domingo, 4 de novembro, a tranquila vila rural de Belo Monte, localizada no município de Novo Repartimento, no sul do Pará, converteu-se em palco de um homicídio vinculado a uma aposta eleitoral de R$ 10 mil, quando Antônio Jardim Gomes apostou sua caminhonete no desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro, culminando em sua morte por disparos de arma de fogo após intensa discussão em um bar local.
Apuração dos Fatos e Dinâmica da Discussão
De acordo com o relatório preliminar da Polícia Civil do Pará, o crime ocorreu por volta das 21h30min do dia 4, após Antônio Jardim Gomes e um companheiro debaterem vigorosamente o resultado da eleição presidencial, com o primeiro tendo apostado sua caminhonete – um veículo utilitário adaptado para uso agrícola – na vitória de Lula, enquanto o segundo apostou na reeleição de Flávio Bolsonaro, valorizando a aposta em R$ 10 mil conforme relatado por testemunhas presentes ao local.
Testemunhas relataram que a discussão seguiu para um bar próximo à residência dos envolvidos, onde, mesmo após a suposta confirmação do resultado da aposta por meio de transferência bancária, os dois continuaram a divergir sobre detalhes técnicos da votação, até que o companheiro sacou uma pistola calibre 9mm e disparou pelo menos seis tiros contra Antônio, que foi encontrado morto no pátio externo do estabelecimento com múltiplas perfurações no tórax e abdômen.
Antônio Jardim Gomes apostou sua caminhonete – avaliada em aproximadamente R$ 65 mil – na vitória de Lula e foi morto por disparos de pistola calibre 9mm após discutir o resultado da eleição.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Delegacia de Polícia Civil de Novo Repartimento acionou imediatamente as equipes de investigação forense e criminalística para coletar os cinco estojos de munição calibre 9mm encontrados no local e analisar as trajetórias dos tiros, enquanto o Ministério Público do Pará (MPPA) destacou falhas graves no descarte irregular de resíduos em unidades de saúde de Igarapé-Miri como parte do contexto regional que pode ter contribuído para a tensão social.
Especialistas em direito penal apontam que o homicídio doloso agravado (art. 121, §3º do Código Penal) pode gerar pena máxima de 30 anos de reclusão e multa, dependendo da comprovação do vínculo direto entre a aposta e o ato violento, enquanto o suspeito segue foragido e a Polícia Militar mantém operação intensiva nas áreas rurais do sudeste paraane.



