Mariana de Souza, candidata do Progressistas (PP) à Câmara dos Deputados, é casada com Wilson Marques de Albuquerque, traficante foragido há mais de 31 anos e alvo de mandados de prisão em aberto, configurando um caso que entrelaça crime organizado, vulnerabilidade institucional e tensão política no cenário legislativo brasileiro.
Vínculos Criminais e Investigações O ficiais
O Ministério Público Eleitoral impugnou a candidatura de Mariana de Souza em 15 de agosto, com base em laudos da Procuradoria-Geral da República que apontam para vínculos diretos com o Comando Vermelho (CV), organização criminosa que, segundo relatórios de inteligência, planeja expandir seu domínio para a esfera legislativa por meio de representantes estratégicos. O órgão destacou que a candidata teria atuado para blindar o localização do marido, conhecido como Zé Dirceu, foragido desde 1992 e considerado 'segundo homem' na hierarquia do CV no estado de Alagoas, conforme apuração da Secretaria de Segurança Pública.
A apuração revelou que a candidata utilizou postagens em redes sociais e aparições públicas — como a convenção estadual do PP e uma foto no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro — para reforçar sua trajetória política, enquanto o MP questionava sua idoneidade sob o argumento de que sua união com Zé Dirceu poderia facilitar a infiltração do crime organizado nos corredores do Congresso Nacional.
Mais de 31 anos de reclusão somam as condenações do traficante Wilson Marques de Albuquerque, foragido com mandados de prisão em aberto há mais de uma década.
Repercussão Política e Desafios Jurídicos
A Justiça Eleitoral e o Conselho Nacional de Justiça foram acionados para analisar o pedido de impugnação, enquanto deputados da base aliada ao PP manifestam apoio à candidatura, defendendo a presunção de inocência da candidata diante das acusações. O presidente do PP do Rio, deputado Luizinho, afirmou que as alegações são infundadas e que o partido mantém firmeza na escolha da chapa.
Especialistas em segurança pública alertam que o caso expõe fragilidades na transparência das candidaturas e pode desencadear novos mecanismos de controle interno nas legendas, com possibilidade de revisão por parte do TSE caso sejam confirmados os indícios de associação com organizações criminosas.



