À véspera da segunda fase decisiva da campanha presidencial, o índice do medo, medido pelo S&P/B3 Ibovespa VIX, consolidou novo recorde em 22, alcançando 45, sozinha após avanço de 7% no dia, refletindo o aumento da aversão ao risco diante do cenário eleitoral altamente competitivo e da expectativa de volatilidade pós-eleição.
Contexto Institucional e Antecedentes do Indicador de Volatilidade
O S&P/B3 Ibovespa VIX registrou, às 15h15 do dia 22, valor de 45,42 pontos, representando alta de 7% em relação aos 42,42 pontos registrados no dia anterior, após sequência de altas consecutive nas sessões anteriores que marcaram a maior intensidade de incerteza observada desde o início do ciclo eleitoral.
A escalada do indicador ocorre em um momento de intenso embate político entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cujo empate técnico apontado por pesquisa Quaest — com 45% e 44% das intenções de voto, respectivamente, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — reforça a percepção de instabilidade institucional e alimenta a aversão dos investidores frente à possível mudança no rumo das políticas econômicas e fiscais do país.
O S&P/B3 Ibovespa VIX atingiu recorde histórico de 45,42 pontos nesta quinta-feira (22), impulsionado pela expectativa de um segundo turno eleitoral extremamente acirrado e incerto.
Repercussão Política e Cenários Estratégicos para o Encerramento da Campanha Eleitoral
Diante do cenário de alta volatilidade e empate técnico apontado pela Quaest e confirmado pelo Indexa/Broadcast — que registrou 50,6% para Bolsonaro contra 49,4% para Lula — autoridades do mercado financeiro reforçam a necessidade de cautela estratégica por parte dos investidores, que monitoram com atenção os próximos movimentos pollingísticos e eventuais desdobramentos legislativos que possam impactar a trajetória da economia pós-2026.
O Datafolha aguarda para publicar nova pesquisa após o fechamento do pregão comercial, enquanto os contratos futuros de juros sobem em toda a curva, sinalizando expectativa de manutenção ou até ampliação da política monetária restritiva em resposta ao risco elevado perceptível no mercado.
O VIX Brasil é calculado com base nas opções sobre o Ibovespa B3 e reflete a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.



