O Ministério da Saúde projeta um aumento de 20% a 40% nos casos de dengue entre os próximos meses e o início do próximo ano, devido às mudanças climáticas provocadas pelo fenômeno El Niño. A estimativa foi apresentada pelo diretor de Programa da Secretaria Executiva da pasta, Nilton Pereira, que destacou a preparação do governo para apoiar os estados nesse cenário.
A região Sudeste, composta por Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, pode ser a mais afetada em um pior cenário, com possível alta de 40% dos casos. O ministro Alexandre Padilha explicou que a combinação do El Niño com as altas temperaturas e chuvas intensas do verão cria um ambiente propício para a proliferação do mosquito Aedes aegypti.
Durante conversa com jornalistas, Padilha descartou o retorno imediato da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan ao SUS. O imunizante foi suspenso temporariamente em junho após o registro de duas mortes e outros casos adversos, cujas causas ainda estão sendo investigadas por um comitê de especialistas junto à Anvisa e ao Instituto Butantan.
Enquanto isso, o Sistema Único de Saúde continua oferecendo a vacina Qdenga, produzida pelo laboratório japonês Takeda. O ministro afirmou que uma nova avaliação sobre a vacina do Butantan será feita após a conclusão dos estudos, com expectativa de disponibilizá-la novamente no ano que vem.



